Anchieta e o Largo da Sé: resenha histórica



Quinta-feira | 21 de maio, 2020 | 12h24          Publicação conjunta com Alô Tatuapé

 

'A Capital da Solidão, Uma história de São Paulo, das origens a 1900', livro escrito por Roberto Pompeu de Toledo, é considerado uma das melhores biografias da cidade. Dele podemos depreender este pequeno trecho para fazer uma breve resenha sobre a participação de Anchieta na fundação de São Paulo e o Largo da Sé.


Gerson Soares


A fundação de São Paulo já foi tema de diversos autores e seu início, para alguns, pode ter sido muito distante do famoso Páteo do Colégio, onde os jesuítas ergueram sua capela. De qualquer forma Anchieta foi um dos precursores que ousaram desafiar a Serra do Mar e chegar ao planalto. Antes dele aqui estavam João Ramalho e o padre Manoel da Nóbrega. Este ousou imaginar uma nova cultura baseada em valores de sua doutrina. Anchieta dividiu com ele,  ao lado de outros jesuítas, o exíguo espaço na humilde capelinha.

 

 

A história da matriz também nos remete a diferentes épocas, anteriores à sua construção. O espaço que viria ser conhecido como Largo da Sé, já foi muito menor. A matriz, cujas obras tiveram início em 1913 e inaugurada em 1954 – parcialmente concluída –, foi construída numa área que pertencia ao então Largo de São Gonçalo, hoje Praça João Mendes. Antes disso, próximo à Rua Direita, havia duas igrejas que foram demolidas. Uma delas originou a esplêndida Catedral em estilo neogótico que só ficou totalmente pronta em 1967.

 

Cripta subterrânea da Catedral da Sé. Foto: Tatiana Sapateiro via Wikimedia Commons