Promoção “Memórias do Tatuapé na sua estante de livros” – Você não pode perder essa viagem!


Sexta-feira | 26 de abril, 2019 | 11h57


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   Trechos das p. 54, 55

No mesmo ano em que os comandados de Manoel da Nóbrega se estabeleceram em Piratininga, outro padre e um membro da corte de Lisboa foram mortos pelos índios. Nós já os conhecemos, são eles João de Souza e Pero Corrêa, que se tornara jesuíta. A hostilidade dos nativos não facilitava a vida dos colonizadores, mesmo daqueles que se uniam a João Ramalho em Santo André da Borda do Campo, onde o povoado foi fortificado por ordem de Martim Afonso que voltou à Pátria portuguesa, mas não se conformava com a perda dos seus homens, comandados por Pero Lobo, seu valoroso oficial. O que pretendemos contar é que depois dos conflitos com o bacharel, os nativos se revoltaram contra os portugueses e essa guerra que começou em 1531, ainda estava longe de terminar. [...]

Se a vida em Santo André da Borda do Campo e São Paulo de Piratininga transcorria com certa tranquilidade ao longo do século XVI, graças à proteção de Ramalho e Tibiriçá, em outras paragens a insegurança reinava. Mesmo esses povoados protegidos sofriam ataques ferozes dos índios contrários. Todavia, por todo o Brasil, diversos foram os líderes indígenas que se bandeavam para um lado e para outro. Aliavam-se aos franceses, em outro momento lutavam ao lado dos portugueses e ainda se tornavam caçadores de índios de tribos inimigas que eram transformados em escravos pelos brancos. Uma atividade que ficaria muito mais evidente com os bandeirantes paulistas, mas que existiu desde a época de Gonçalo da Costa no povoado fundado pelo bacharel em São Vicente, através do antigo Porto de São Vicente, que por causa disso também era conhecido como “porto dos escravos”, como cita Sérgio Buarque de Holanda, em “História Geral da Civilização Brasileira. Época Colonial, tomo I. – As Bandeiras na Expansão Geográfica do Brasil”.