Trianon: Ponto de encontro do povo chic

Postado em fev 19, 2015



Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015, às 12h56

O Belvedere Trianon da Avenida Paulista, imensa plataforma de onde dominava-se o panorama da cidade, era um dos passeios favoritos dos paulistanos. Trianon era um restaurante ali localizado, daí surgiu o nome.

Ponto de bondes na Avenida Paulista por volta de 1920. À esquerda, o local onde atualmente se ergue o Museu de Arte Moderna de São Paulo Assis Chateaubriand.

Ponto de bondes na Avenida Paulista por volta de 1920. À esquerda, o local onde atualmente se ergue o Museu de Arte Moderna de São Paulo Assis Chateaubriand.

Com projeto de Ramos de Azevedo, foi inaugurado em 1916, pelo prefeito Washington Luís, com salão de festas, uma galeria e extensa pérgula que exibia uma estátua em cada extremidade. O salão era local de intensa vida social, reuniões, bailes e banquetes da alta sociedade: “O ponto de encontro do povo chic, com seus palácios fidalgos, com o Belvedere a cavalheiro de um panorama deslumbrante, de vastíssimos salões onde, em ágapes distinctos, reúne-se a nossa nobreza intelecutal e onde a sociedade paulista mais se faz admirar”, jactava-se a publicação oficial São Paulo, a capital artística na comemoração do Centenário, 1822-1922 (textos da época).

Avenida e Túnel 9 de Julho, sob o Trianon, por volta de 1945. Note o apurado paisagismo e a feição elegante do Belvedere, onde posteriormente seria construído o MASP.

Avenida e Túnel 9 de Julho, sob o Trianon, por volta de 1945. Note o apurado paisagismo e a feição elegante do Belvedere, onde posteriormente seria construído o MASP.

Daqui foi dada a largada para a primeira maratona de São Silvestre em 1924, organizada pelo jornalista Cásper Líbero. No mesmo local do Trianon, demolido nos anos 1950, existe hoje o MASP, inaugurado em 1968.